o desafio das nossas escolas

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Do Fascículo às cores!

Após a leitura do Fascículo 1, lembrei-me de um vídeo que assisti:




"A inclusão escolar impõe uma escola em que todos os alunos estão inseridos sem quaisquer condições pelas quais possam ser limitados em seu direito de participar ativamente do processo escolar, segundo suas capacidades, e sem que nenhuma delas possa ser motivo para uma diferenciação que os excluirá das suas turmas." (p.08)

domingo, 1 de julho de 2012

Fascículo 1 - Reflexão


Escola Inclusiva
Celso Vallin

Bom de bola
Ia mal na escola
Resolveu pedir esmola
E acabou cheirando cola


A escola não quer cola,
Não dá valor à bola,
Quer preparar a cachola
Exclui quem amola.


Quem ama colabora,
Não deixa ninguém de fora,
O resgate é aqui e agora.


Esperança, união, decisão.
Espaço para o ser e o fazer.
Cuidado no conviver,
Liberdade com responsabilidade.
Um caminho para o aprender a conhecer.
Amor e paciência.
Amor e convivência.
Limite com oportunidade.


Responsabilidade social,
Pedagogia animal!
Mate a cobra e mostre o pau.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A Peste da Janice (preconceito)

Quando foi pedido para relatarmos algum preconceito vivido ou visto na escola, logo lembrei desse curta:


Esse tipo de situação é algo tão comum nas escolas que muitas vezes não nos damos conta do mau que pode causar e suas consequências.

Algumas questões surgiram:
-Como uma típica brincadeira preconceituosa surge?
-As crianças tem noção do que estão fazendo?
-É uma simples reprodução?

Preconceito






O preconceito está impregnado em nossa sociedade, tudo que fazemos é avaliado e colocado dentro de um padrão, visto que se fugimos dele nos tornamos alvos de supostos abusos e olhares controversos. Por fazer parte de uma sociedade padronizada e totalmente preconceituosa, somos criados desde a infância para cumprir o que ela nos determina, na realidade nos tornamos bonecos de uma questão que habita as vidas há mais de séculos dentro dos grupos ditos como civilizados.

terça-feira, 19 de junho de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

Será que a escola especial pode suprir a escola comum?


Se “suprir” estiver sendo usado no sentido de substituir algo eu acredito que não, a escola especial não pode suprir a escola comum, uma vez que se o ambiente já é tido como especial, como uma pessoa pode ter uma vida comum. No meu ponto de vista, o aluno deve ter acesso aos dois ambientes, para que um complete o outro. A escola comum se encarrega de uma determinada educação, enquanto que a especial de outra. Assim, o aluno não fica restrito à apenas um tipo de educação, podendo se desenvolver dentro de suas necessidades.

Comentário sobre o Fascículo 1


A educação inclusiva concebe a escola como um espaço de todos, no qual os alunos constroem o conhecimento segundo suas capacidades, expressam suas ideias livremente, participam ativamente das tarefas de ensino e se desenvolvem como cidadãos, nas suas diferenças.”
A partir desse trecho podemos dizer que as diferenças não devem ser tratadas de igual modo, uma vez que cada um tem a sua própria característica. Não podemos homogeneizar todas as diferenças que existem.
Desse modo, será que as escolas que se dizem inclusivas são realmente? Professores, diretores - os educadores em geral - sabem o que é inclusão ou será que eles agem de maneira a excluir o outro? Deve-se tomar muito cuidado e estar bastante atento às ações e às falas para não cair em contradição entre o que está escrito no papel (“a escola é inclusiva”) com o que de fato é (excludente). Precisamos estar bem preparados para lidar com tantas diferenças! E, sinceramente, não sei se eu estou...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Livros acessíveis

Olá pessoal!
Estava procurando mais informações sobre os livros acessíveis para a nossa apresentação do terceiro fascículo e encontrei essa página que traz o relatório do I SEMINÁRIO BRASILEIRO SOBRE O LIVRO ACESSÍVEL de 2004. Achei interessante compartilhar com vocês:
http://www.bancodeescola.com/livro-acessivel.htm

Abraços,

Fabíola

terça-feira, 22 de maio de 2012

Comentário sobre fascículo I

Comentário sobre fascículo I.

            De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva os alunos com deficiência, devem frequentar a escola comum, a escola deve ser uma unidade integradora e não segregadora.
A escola comum deve ser equipada adequadamente e seus profissionais devem ser bem formados para que seja garantida uma educação de qualidade a todos, atualmente esses quesitos não estão sendo cumpridos.
Acredito que a escola especial deve atuar como coadjuvante, mas jamais a mesma deve se constituir como a única escola da criança, pois nela o ambiente não é natural, penso que a criança deve ter o direito de se relacionar com os mais variados tipos de pessoas, algumas delas respeitarão sua limitações e outras não, da mesma forma que todos os seres humanos são tratados em sociedade, independentemente de possuírem algum tipo de deficiência ou não.


MARIA VANIA MESSIAS

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Comunicação estabelecida | UNICAMP

Dados do Censo Demográfico de 2000 indicam que o Brasil possui 5,7 milhões de habitantes com algum grau de deficiência auditiva, contingente que equivale à população do Estado de Goiás. Parcela significativa desse segmento enfrenta muitos obstáculos para ter acesso a recursos computacionais, notadamente os que adquiriram surdez antes de serem alfabetizados. Estes, com frequência, encontram sérias dificuldades para compreender materiais escritos em português. Pesquisa conduzida na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp desenvolveu uma tecnologia que pode contribuir para superar esse tipo de barreira. Orientada pelo professor José Mario De Martino, a doutoranda Wanessa Machado do Amaral concebeu um sistema de transcrição capaz de reproduzir, por meio dos gestos de um avatar, os símbolos utilizados pela Língua Brasileira de Sinais (Libras).
De acordo com Wanessa Amaral, existem diversos trabalhos na área da computação voltados à acessibilidade. Ocorre, porém, que a maioria é dirigida aos cegos. Assim, já foram desenvolvidos aplicativos como leitores de tela e até calculadora programável. “Entretanto, há pouco estudo relacionado aos deficientes auditivos. Isso possivelmente está associado à impressão de que eles não enfrentam problemas nesse campo, uma vez que as informações disponíveis no computador são basicamente visuais. Mas não é bem assim. Pessoas que adquiriram surdez antes de terem sido alfabetizadas têm muita dificuldade em compreender material escrito em português. De certa forma, elas ficam excluídas do meio digital”, explica.
Pensando nas dificuldades enfrentadas por esse grupo, a pesquisadora resolveu utilizar os recursos proporcionados pela computação gráfica para transportar a Libras para dentro do ambiente digital. Para isso, Wanessa Amaral concebeu um sistema de transcrição que utiliza o que os especialistas denominam de agente virtual, popularmente conhecido por avatar. A figura, que pode ser alterada de acordo com a necessidade ou conveniência do usuário, reproduz os sinais utilizados pela Libras. Para isso, basta digitar numa caixa de diálogo a palavra desejada. “Como a figura humana é apresentada em 3D, o usuário pode aproximar ou mudar o ângulo do avatar, caso queira compreender melhor a mensagem”, detalha.
Embora possa parecer, num primeiro momento, uma solução simples, tanto Wanessa Amaral quanto o professor De Martino tiveram muito trabalho até chegar ao modelo atual, que o docente prefere classificar de “prova de conceito”. De acordo com o ele, não foi uma tarefa trivial definir o que o avatar precisaria fazer para interpretar uma palavra grafada em português. “Foi preciso descrever com o máximo de minúcias o movimento e a posição das mãos, uma vez que uma pequena variação pode alterar o significado da mensagem. Além disso, no Brasil, o conhecimento sobre aspectos ligados à Libras, como questões linguísticas, ainda é pequeno. É diferente do que ocorre com a língua portuguesa, que vem sendo estudada há séculos. Felizmente, contamos com a colaboração de professores da USP que trabalham com a Libras, que nos ajudaram em muitos pontos”, relata o docente da FEEC.
Na opinião de De Martino, o sistema desenvolvido pela sua orientanda representa um grande passo no que toca à geração e manipulação de dados voltados à acessibilidade. Ele observa, no entanto, que a tecnologia pode e deve ser aperfeiçoada. “É bom deixar claro que estamos apenas no começo. Por analogia, é o mesmo que aconteceu com a conversão texto-fala. Quando ela teve início, a voz empregada tinha aquele tom robótico. Hoje, está muito diferente. Nós já percebemos que precisamos aprimorar algumas coisas. O mais importante, porém, é que os testes feitos com a colaboração de deficientes auditivos comprovaram que estamos conseguindo nos comunicar via sistema. Ou seja, estamos passando a informação”, diz. Conforme Wanessa Amaral, a ferramenta pode vir a ser importante não somente para facilitar o acesso dos surdos ao ambiente virtual, mas também para os ouvintes que desejam aprender Libras. O professor De Martino vai ainda mais longe e entende que o sistema pode contribuir até mesmo para consolidar a língua de sinais no país. “Em algum momento, será necessário definir um padrão e sistematizar a língua. Se a evolução for nesse sentido, espero que o sistema ajude”.
Wanessa Amaral destaca que uma das alternativas utilizadas para levar conteúdos em Libras para o ambiente digital é a produção de vídeos. Esse tipo de solução, porém, apresenta algumas desvantagens. Ela exige condições especiais de gravação, como luz e cenário adequados. Além disso, é preciso garantir a continuidade, ou seja, há que se usar o mesmo intérprete, que obviamente precisa estar usando as mesmas roupas. Ademais, se houver a necessidade de corrigir um erro ou fazer uma atualização no conteúdo, não há outra saída a não ser gravar novamente e submeter o material a nova edição. “No caso do nosso sistema, não há esse tipo de exigência. Como o processo ocorre praticamente em tempo real, basta digitar a palavra e apertar o botão de comando, para que o avatar converta imediatamente o texto em sinais de Libras. Nada é pré-gravado”, detalha.
O professor De Martino informa que o sistema já foi objeto de um pedido de depósito de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), procedimento que teve a assessoria da Agência de Inovação Inova Unicamp. “Nossa expectativa, agora, é que alguma empresa se interesse pelo licenciamento da tecnologia. Penso que a ferramenta pode ser uma forte aliada em ações que tenham como objetivo garantir maior acessibilidade aos portadores de deficiência auditiva aos recursos computacionais”, considera. Na visão do especialista, o sistema pode ser adaptado a quaisquer equipamentos computadorizados, tais como tablets e celulares.
Animação facial
Outra linha de pesquisa coordenada pelo professor De Martino, relacionada à animação facial, também pode vir a ser utilizada para estabelecer um link com o sistema desenvolvido por Wanessa Amaral. De acordo com o docente da FEEC, os estudos atuais buscam cada vez mais conferir sincronia e realismo à movimentação articulatória dos avatares. Desse modo, acredita o especialista, é possível que esse recurso possa contribuir igualmente para facilitar o acesso dos surdos aos conteúdos digitais. “Se conseguirmos transmitir ao deficiente auditivo informações visuais associadas à movimentação articulatória da fala, é provável que facilitemos a compreensão, por parte desse público, do que está registrado em áudio. Uma vantagem adicional dessa solução é que estabeleceríamos uma ponte interessante entre surdos e ouvintes”, avalia.
Outra ideia que o professor De Martino considera exequível em curto prazo é a utilização do sistema de conversão para o registro de conteúdos específicos. Esse tipo de recurso poderia ser utilizado, por exemplo, em repartições partições públicas como postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou em agências bancárias. “Nesse caso, nós produziríamos mensagens para esclarecer as principais dúvidas dos usuários e clientes surdos. Por analogia, funcionaria da mesma forma como as secretárias eletrônicas utilizadas por algumas empresas, que fazem o encaminhamento do pedido ou reclamação do cliente à medida que ele vai informando, de forma oral, a sua necessidade. No caso em questão, a fala seria substituída por um toque num botão”, antevê.

Comunicação estabelecida | UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Comissão debate hoje direitos das pessoas com deficiência


(Fonte: Jornal do Senado)
Comissão de Direitos Humanos faz audiência hoje para discutir com convidados o Plano Viver sem Limites, do governo federal, e o Estatuto da Pessoa com Deficiência
Para debater o Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência — o Viver sem Limite — e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) fará audiência pública hoje. O requerimento para a realização do debate foi de Paulo Paim (PT-RS), presidente da comissão.
O Plano Viver sem Limite, do governo federal, tem como maior objetivo favorecer a inclusão social e produtiva das pessoas com deficiência. Até 2014, o investimento será de R$ 7,6 bilhões em educação, saúde e acessibilidade, com ações como o aumento do número de testes do pezinho, que identificam a existência de anomalias, e obras de adaptação nos locais públicos para facilitar a acessibilidade.
Foram convidados a presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL); o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, Moisés Bauer; o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira; o coordenador do Movimento Gaúcho das Pessoas com Deficiência, Santos Fagundes; o juiz federal de Pernambuco Roberto Wanderley; e o servidor do Ministério das Relações Exteriores Maximiliano Barbosa Fraga.

domingo, 6 de maio de 2012

comentário

Só quero comentar que li o CASO ROBERTO no fascículo 2 e gostei muito. Muito importante termos um documento como esse para quando houver dúvidas, inseguranças e principalmente "falta de conhecimento"!!!
Vai uma parte do texto pra reflexão. Té mais galera.


"Algumas escolas ainda não se atentaram para o fato de que o tipo de pedagogia praticada
é um fator determinante na evolução dos alunos, especialmente quando se trata de alunos
com deficiência intelectual. Apedagogia que não leva em consideração as diferenças dos
alunos, que não está atenta para as diferenças de ritmos, de interesses, de estilos de aprendizagem,
ao invés de promover, nega o desenvolvimento e a aprendizagem desses alunos.
Nega o que está garantido constitucionalmente a eles que é o direito à educação e à apropriação
dos bens culturais construídos ao longo dos anos pela humanidade e transcritos em
forma de conteúdos escolares".

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Aula 08/05/2012

Prezados alunos, Nesse dia de aula vamos conhecer como se propõe , como se estuda e como se elabora um Plano de Ação de AEE. Uma especialista em Deficiência intelectual virá ministrar essa aula. Estudem bem o material postado no TelEduc para acompanhar a aula. Li os balanços de conhecimentos e fiquei muito satisfeita. Espero estar com vocês nessa aula. Bom estudo e até breve. Profa. Maria Teresa

terça-feira, 24 de abril de 2012

A escola especial pode suprir o que a escola comum não oferece?


               Por não diferenciar educação especial de escola especial, acreditava que a escola especial era positiva no sentido de atendimento clínico para o aluno especial, mas essa questão é um problema da saúde e não tanto da escola. Assim, voltei a me questionar sobre o que a escola especial faz e no que ela pode ser positiva na educação e desenvolvimento do aluno como um todo.

                Num ambiente especial como podemos nos preparar para uma vida normal? Essa socialização com os ‘iguais’ que a escola especial proporciona, acaba virando uma ilusão, uma exclusão do mundo real. Por ela ser substitutiva e não complementar, acredito que a escola comum tem mais pontos positivos do que a escola especial.

                Apesar de não conseguir deixar de lado a ideia de que a escola comum tem muitos fatores deficientes, entendo que eles acabam virando desculpas para não aceitação dos alunos especiais. São fatores que devemos cobrar do Estado e não ficar se lamentando.

                Pensando em tantos prós e contras, me incomodo mais com o fato da substituição e não da complementação, e por isso acredito que a escola especial não vai suprir o que a escola comum não oferece.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sobre o fascículo I


"A inclusão rompe com os paradigmas que sustentam o conservadorismo das escolas,
contestando os sistemas educacionais em seus fundamentos..."

 " É nos bancos escolares que se aprende a viver entre os nossos pares, a dividir as responsabilidades,a repartir tarefas. Nesses ambientes, desenvolvem-se a cooperação e a
produção em grupo com base nas diferenças e talentos de cada um e na valorização da
contribuição individual para a consecução de objetivos comuns de um mesmo grupo."
 Acredito que esses três trechos definem bem o fascículo um; inicialmente por deixar bem claro o quão eficiente a escola comum inclusiva é e pode ser para os postadores de deficiências, rompendo com os paradigmas e superando os desafios, promovendo a socialização, diferentes contribuições de cada indivíduo e que proporciona o crescimento de cada um.

" Quando entendemos esses processos de diferenciação pela deficiência ou por outras
características que elegemos para excluir, percebemos as discrepâncias que nos faziam
defender as escolas dos diferentes como solução privilegiada para atender às necessidades
dos alunos." Essa era minha opinião, a escola especial como solução para os deficientes e ao começar a disciplina e saber sobre o assunto, percebi o quanto errônea era minha opinião e o quanto meus olhos estavam 'tapados' em não enxergar diferentes possibilidades para tratar a inclusão.

Beatriz Vieira 116238



sexta-feira, 20 de abril de 2012

O "jeitinho" das escolas particulares para negar os direitos

Segue o link sobre a argumentação das escolas particulares para não efetivar a matrícula das crianças com deficiência:
http://www.sinepe-rs.org.br/core.php?snippet=juridico_boletim_interna&id=2220

é triste perceber que nossas leis são manipuladas segundo conveniências...


quarta-feira, 18 de abril de 2012

FASCÍCULO 1: Comentário

            “É nos bancos escolares que se aprende a viver entre os nossos pares, a dividir as responsabilidades, a repartir tarefas. Nesses ambientes, desenvolvem-se a cooperação e a produção em grupo com base nas diferenças e talentos de cada um e na valorização da contribuição individual para a consecução de objetivos comuns de um mesmo grupo.” (p15)
            Na minha opinião o trecho acima resume a essência de todo o fascículo 1, o mesmo se posiciona contrariamente a existência de escolas separadas para crianças especiais, afirmando que isso divide os alunos em normais e especiais, ocasionando uma separação entre esses grupos, que se isolam em ambientes educacionais permeados pela exclusão.
            Além disso, o fascículo 1 nos dá uma visão geral sobre o verdadeiro papel do professor especialista em AEE.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Escola Comum Inclusiva

       Embora as escolas de educação especial tenham uma boa infraestrutura e profissionais bem preparados para atender as crianças especiais, considero que a inclusão de alunos especiais nas escolas públicas e particulares é ESSENCIAL, pois para se superar o ser humano precisa enfrentar as dificuldades, o mundo real, e não ficar aprisionado dentro de uma bolha, que tem o papel de suprir o que "falta", como se faltasse algo.
    As escolas especiais deixam de lado aspectos fundamentais para a aprendizagem, como o contato com o mundo real, que é desafiador, e obriga o enfrentamento de dificuldades concretas, que vão incentivar a superação, o crescimento e o desenvolvimento tanto das crianças especiais como de qualquer outra criança. No caso da Educação Especial e da Inclusão, é necessário que o governo se convença dessa importância, e passe a investir mais nessa área, permitindo que todas as crianças se relacionem e aprendam sem prejuízos, garantindo seus direitos, independente de possuírem necessidades especiais ou não.

Será que a escola especial pode suprir a escola comum?

Pensando no ser humano como um ser incompleto, em constantes necessidades, repleto de vontades e interesses, e que está em um processo contínuo de construção da identidade, nenhuma instituição/espaço social suprirá por completo suas necessidades.
Assim a escola especial pode ajudar e facilitar o aprendizado do aluno, mas esse aluno não pode ficar restrito somente a esse espaço. Cada ser humano é dotado de direitos e deve ser livre para poder freqüentar os lugares que deseja, para que possa, pouco a pouco, enriquecer a multiplicidade que existe dentro de si.
A escola especial não conseguirá suprir a escola comum, pois são instituições diferentes e cada qual oferece a sua educação. Deste modo, uma educação é complementar a outra e não substituta.

Escola Comum Inclusiva


De acordo com um trecho do texto A Escola Comum Inclusiva:É ingenuidade pensar que situações isoladas são suficientes para definir a inclusão como opção de todos os membros da escola e configurar o perfil da instituição. Não se desconsideram aqui os esforços de pessoas bem intencionadas, mas é preciso ficar claro que os desafios das mudanças devem ser assumidos e decididos pelo coletivo escolar.”.

Esse trecho me fez pensar sobre as dificuldades que teremos que enfrentar ao abraçarmos a “Inclusão” como meta de trabalho. Acredito que para inserir os conceitos da educação inclusiva em escolas tradicionais, será necessário enfrentar muitos desafios: externos  -  aqueles inerentes a estrutura didática, pedagógica e administrativa de escolas conservadoras e, no caso dos colégios particulares, as dificuldades serão ainda maiores, pois teremos que enfrentar o sentimento de competitividade que é inerente ao serviço oferecido por seus administradores.  Além dos desafios externos, teremos que enfrentar a nós mesmos. Será necessário ter a inclusão, mais do que uma meta de trabalho a ser alcançada, será preciso abraçar a inclusão como uma filosofia de vida e colocá-la em prática, com criatividade e disposição de trabalho, em todos os espaços possíveis e imagináveis. Mais acredito que valerá a pena, porque se der certo, as próximas gerações, frutos da uma educação inclusiva para todos, certamente serão muito melhores porque estarão preparadas para viver as diferenças de forma justa e harmoniosa.

A Escola Comum Inclusiva


Acredito que seja interessante começar pela definição da palavra normal. Normal: regular, habitual; conforme à regra ou norma. Ao pensar sobre esta definição podemos perceber que, há certos padrões que são considerados cabíveis a este significado, como: é normal mulheres serem sensíveis enquanto homens devem ser durões, é normal a constituição de famílias tradicionais, é normal sermos pessoas seguidoras de regras, enfim há infinitos comportamentos que são vistos como normais.
Há uma crença bastante enraizada, que tudo o que a maioria das pessoas pensa, sente, acredita ou faz, deve ser considerado como normal e por assim dizer servir de guia para o comportamento de toda sociedade.
Segundo Pierre Weil (http://www.pierreweil.pro.br/Curriculum.htm) do comportamento visto como normal surgiu o termo “Normose” que é o conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir aprovados por um consenso ou pela maioria de uma determinada população e que levam à sofrimentos.
Dessa forma, penso que o que foge à regra, ou seja, “o diferente” pode ser sim para muitos um sofrimento, uma coisa nova, difícil de ser aceita. Podemos perceber isto na escola inclusiva, como diz no fascículo 1 da Escola Comum Inclusiva“...a identidade normal é tida sempre como natural, generalizada e positiva em relação às demais, e sua definição provém do processo pelo qual o poder se manifesta na escola, elegendo uma identidade específica através da qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas.”    
Percebemos que tudo que foge ao que estamos acostumados de alguma forma nos incomoda, falo isto de maneira generalizada, pois há muitas exceções. Pensando agora somente na questão educacional, a educação inclusiva deve idealizar a escola como espaço de todos, com os alunos construindo aprendizagens de acordo com suas capacidades, devem poder expressar suas ideias livremente, se desenvolverem como cidadãos, em suas diferenças. Todos devem se igualar pelas suas diferenças nas escolas inclusivas e não se conformar a padrões que rotulem os alunos como normais ou especiais.

Educação Especial / Inclusão Escolar


Educação Especial / Inclusão Escolar
“A educação especial perpassa todos os níveis, sem substituí-los (...)” hoje em meu estágio em uma escola municipal de educação infantil, me deparei com um aluno com uma deficiência mental, palavras utilizadas pela professora, ela me disse que aceitou o aluno em sua escola, e que muitas colegas ou não aceitam, ou não querem trabalhar com esse público, não querem incluir.
O tema inclusão foi idealizado institucionalmente, mas até que ponto as escolas estão dando conta e estão preparadas para isso? E não somente a Instituição de Ensino, mas o corpo docente, que deve demandar um amparo a essas crianças especiais pela lei, onde estão os preparos para se olhar com essa perspectiva efetiva para a inclusão?

Pode a escola especial suprir a escola comum?

suprir -
(latim suppleo, -ere, completar, preencher)
v. tr.
1. Completar o que falta. = PREENCHER
2. Juntar o resto, para ficar completo. = COMPLETAR, INTEIRAR, PREENCHER, PERFAZER
3. Tomar o lugar de outro, em substituição; fazer as vezes de. = PREENCHER, REMEDIAR, SUBSTITUIR
4. Cuidar do que é necessário ou essencial. = ACUDIR, AUXILIAR, ATENDER, REMEDIAR
v. tr. e pron.
5. Dar o que é necessário. = ABASTECER, MUNIR, PROVER



Suprir pode ser tanto entendido como "completar o que falta", como "substituição", ou também " cuidar do que é necessário". O papel da escola especial não é o de substituir a escola comum, pois faz-se necessário conviver em sociedade sem nenhuma forma de exclusão (não que isto seja garantido a todos). O papel sa escola especial pode ser "completar o que falta", no sentido de "cuidar do que é necessário", de forma a garanti que o sujeito possa de desenvolver plenamente, de modo que o indivíduo tenha garantido formas que o auxiliem para que possa ter acesso ao conhecimento, para que possa desenvolver suas capacidades e habilidades. O papel da educação especial é dar contições para que todos possam ser autônomos. Dar condições para que se trasnformem os olhares, permitindo a todos enxergar melhor, podendo ver o valor das diferenças.

A Escola Inclusiva

Como já disse algumas colegas, o documento é muito importante para nossa formação, e me fez perceber, também, com estou despreparada. Isso me permite ver que não é apenas a estrutura escolar que precisa mudar e se adaptar, mas sim todos que estão envolvidos no processo de ensino aprendizagem. Os professores precisam estar preparados também, precisam se envolver com os professores da Educação Especial de maneira a garantir que seus objetivos (que são os mesmos, ou deveriam ser), sejam alcançados, fazendo um trabalho interdisciplinar.
Precisamos construir uma cultura que valorize as diferenças.
Assim como disse a Rafa, também me vi meio perdida, entendendo o que leio e aprendo, mas na prática tudo muda, causando, às vezes, mais exclusão. Será que estou pronta para ensinar um aluno com necessidades especiais? A educação superior precisa também inserir prática, e não apenas teoria sobre o assunto. Deve-se prezar o direito da criança com deficiência, sendo o mesmo dos ditos “normais”. Há muito que se fazer pela educação especial, e espero que sejamos agentes ativos neste processo.

A Escola comun Inclusiva.

"(...)educação supõe uma escola que não exclui alunos que não atendam ao perfil idealizado institucionalmente."

A educação, para todos, perpassa todos os níveis educacionais. A educação especial oferece aos seus alunos recursos, serviços e estratégias que garantam não só acesso mas a permanência na escola, assim como deve garantir o acesso aos conhecimentos escolares.
O Atendimento educacional especializado trabalha a fim de garantir este acesso e permanência, de modo que não haja exclusão. "O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno, visando a sua autonomia na escola e fora dela, constituindo oferta orbigatória pelos sistemas de ensino".
A educação inclusiva trata-se de uma educação que garante o direito à diferença, "a diferença (vem) do múltiplo e não do diverso". Esta educação concebe a escola como um espaço de todos, na qual há espaço para se expressar livremente, onde os alunos podem participar ativamente das tarefas de ensino e se desenvolverem. Um dos aspectos da educação inclusiva é que "os alunos controem o conhecimento segundo as suas capacidades" (esta parte ainda não está muito clara para mim).
Aescola é inclusiva quando consegue reconher as diferenças dos seus alunos e busca a participação e o progresso de TODOS. Assim como as pessoas, as escolas vão ser e devem ser diferentes e, desta forma, devem ser reconhecidas e valorizadas nas suas diferenças.
A escola atual tem que mudar, o modelo que ela segue não consegue valorizar a diferença, não consegue assumir o modelo de escola inclusiva. a mudança a ser feita deve ser coletiva. A escola deve assumir um papel de escola de todos, por todos e para todos. O que demandará tempo, pois "a autonomia escolar é construída aos poucos e cotidianamente."
Como bem diz o texto, " as práticas escolares inclusivas não inplicam um ensino adaptado para alguns alunos, mas sim um ensino diferentepara todos(...)". Este é o desafio cotidiano, não só do professor, nem tampouco somente do coletivo escolar, é um desafio que ataca a todos, " Como assim nem todos vão aprender as mesmas coisas? Como assim nem todos vão desenvolver as mesmas habilidades?", é uma mudança de olhares que deve ocorrer em todo âmbito educacional, desde o lar até o ministério da educação (ou mais). Uma mudança que precisará de tempo, aceitação, esforço e dedicação, além de uma formação adequada.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Fascículo I- A Escola Comum Inclusiva

O texto lido foi de grande importância para minha formação, porque possibilitou a mim, uma reflexão sobre como a escola comum, pode proporcionar a inclusão ao aluno com deficiência.
O  texto me fez refletir qual o sentido de inclusão, foi levado em consideração para que fosse possível a elaboração do documento.
O texto coloca, a diferença entre multiplicidade e diversidade, onde a multiplicidade é movimento, e a diversidade afirma aquilo que é igual, não permitindo as diferenças.
Assim nas escolas inclusivas "ninguém se conforma a padrões que identificam os alunos como especiais e normais, comuns. Todos se igualam pelas suas diferenças!" (p.8)
A escola se torna inclusiva quando, ela  reconhece a diferença dos alunos e constrói um Projeto Politico Pedagógico, que  promova a participação e o progresso de todos os alunos, sem exceção. Segundo Gadotti e Romão(1997), o PPP da escola deve ser o caminho a ser seguido pela escola, procurando suprir as dúvidas dos membros da escola.
A mudança ocorre a partir do momento em que os professores adotam práticas educacionais diferente das habituais, usando do que lhes acontece nas experiencias educacional inclusiva que eles estão vivendo. Fazendo com que essas experiencias façam parte da construção do PPP.
Para se construir um ensino melhor e com eficiência  com as crianças com necessidades especiais , é preciso que essas experiencias sejam compartilhadas entre as profissionais , pois com a troca de experiencia a professora conseguirá deduzir que alguns métodos e práticas, que dão certo ou não, mas ao compartilhar as professoras terão uma possibilidade de construir suas práticas, e adaptar elas a cada caso.
O texto traz que uma das inovações que surgiram com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, é o Atendimento Educacional Especializado- AEE. É um serviço criado para complementar/suplementar a formação do aluno com deficiência. Essa assistência é fornecida nas escolas através das Salas de Recursos Multifuncionais. Onde as crianças frequentam em horário oposto ao da Escola comum. Tem sua matricula vinculada com a matricula no ensino regular.
Os recursos financeiros para o AEE vem do FUNDEB(Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica), e devem ser aplicados na "formação de professores, na acessibilidade do espaço físico e do mobiliário escolar, na aquisição de novos recursos de tecnologia assistiva, entre outras ações previstas na manutenção e desenvolvimento do ensino para a organização e oferta do AEE, nas salas de recursos multifuncionais." (p.22)
É importante mostrar que o texto traz, que " alunos com a mesma deficiência  podem necessitar de atendimentos diferenciados." (p.22).
Uma das  propostas para se acertar na integração dos alunos com e sem deficiência, é através dos jogos. O documento lido propõe jogos como o cara a cara, maquete, jogo de dominó e  da velha. Enfim qualquer jogo que permita a interação entre esses alunos.

Sobre a escola inclusiva...

Assistam, vale a pena - http://youtu.be/aHUgdwyxTF0

A escola para ser inclusiva precisa modificar-se, preparar-se. Não basta colocar todos no mesmo "fio" e acreditar que vai dar certo. O professor precisa se preparar, precisa do apoio do professor de educação especial, do apoio dos gestores, do apoio da comunidade escolar. As mudanças precisam estar no PPP e não somente na "boa vontade" das pessoas!
É preciso adaptar, é preciso trabalhar as diferenças, é preciso valorizar o que se tem de melhor em cada um, é preciso estimular as diversas capacidades, é preciso conviver com a diferença para saber respeitá-la!


Escola comum e escola especial

Quando li o texto, percebi de fato como nossa formação anda não nos prepara para lidarmos com o que encontraremos quando estivermos em sala de aula, e como lidaremos com a inclusão. As dúvidas e o questionamento aumentam, e temos pouco tempo para os solucionarmos. Na realidade, como professores, não estamos preparados e a estrutura escolar também não está.

Crianças, jovens, adultos e idosos, todos, tem o mesmo direito de terem uma educação, e a negação a este direito devido a alguma deficiência é criada a exclusão e discriminação. Por isso creio que seria totalmente contraditória a inclusão se a escola especial suprisse a escola comum.

Privando-a de uma educação em uma escola comum, estaremos deixando de lado a importância que existe na superação de suas dificuldades em grupo com outras crianças deficientes ou não, assim acredito que não consiga suprir.

Pode a escola especial suprir a escola comum?

Na minha opinião é extremamente contraditória a ideia de separar a escola especial da comum, ou mesmo colocar que uma pode suprir a outra, justamente pela primeira discutir fortemente a importância do respeito as diferenças, a importância da multiplicidade, e que as identidades dos sujeitos estão em constante transformação. E com base na idéia da inclusão, uma escola em que cada aluno tem a possibilidade de aprender, a partir de suas aptidões e capacidades, e em que o conhecimento se constrói sem resistência ou submissão. Colocar uma criança em uma escola especial porque é deficiente a priva de seu direito à educação comum, que é um direito de todos. A educação especial é uma modalidade que não substitui a escolarização de alunos com deficiência, essa educação supõe uma escola que não exclui alunos que não atendam ao perfil idealizado institucionalmente. A educação especial perpassa todos os níveis, etapas e demais modalidades de ensino, sem substituí-los, oferecendo aos seus alunos serviços, recursos e estratégias de acessibilidade garantindo que todos recebam uma educação de qualidade.

Comentário pessoal sobre a leitura do Fascículo 1 - A Escola Comum Inclusiva

A leitura do fascículo foi uma experiência extremamente positiva e construtiva pensando do ponto de vista da minha própria formação, pois me permitiu perceber o quanto preciso aprender para tentar ter uma prática não excludente em sala de aula.
É visível que as práticas de ensino precisam mudar, mas como conseguir atingir a inclusão sem excluir?! Sem dúvida a inclusão é um grande desafio e o fascículo aponta múltiplas formas de tornar a escola um ambiente educacional de todos, e embora muitos aspectos já estejam caminhando rumo a este objetivo, outros tantos ainda encontram-se defasados.
Acho que a grande contribuição pessoal da leitura é em relação a mim mesma como pedagoga. De que adianta as escolas todas estarem preparadas para receber as diferenças se EU não estiver e não souber lidar com elas? Minha prática continuará sendo negligente e excludente. Não só a sociedade, a escola ou os alunos precisam compreender e respeitar as diferenças para assim deixar de excluir; Eu, como indivíduo, preciso entendê-las e respeitá-las, para assim poder realmente desenvolver um trabalho inclusivo.

A escola comum inclusiva

Quero destacar o que me chamou atenção nesse texto. Uma ideia que eu desconhecia e que por isso acho interessante citar.
O texto fala da diversidade como um conceito negativo e sempre ouvimos o contrário:
"a diversidade deve ser acolhida na escola". Ai, li o começo do texto novamente e entendi o ensinamento que ele nos traz.
Geralmente a escola se coloca como "inclusiva", pois abre suas portas as pessoas com deficiência, com transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades, no entanto não compreende que muitas vezes seu discurso vai contra a prática real, porque as pessoas consideradas diferentes são agrupadas em uma mesma sala de aula, e divididas segundo suas características em comum. Ou seja, nada se muda, a escola ainda divide, fragmenta e exclui. Se mantêm assim as escolas comuns e especiais, só que agora no interior da mesma instituição escolar.

Dessa forma, quando o texto fala em diferenças como resultantes da multiplicidade, e não da diversidade está querendo dizer que a diferença vem do múltiplo que está além do que é diverso. Este não aceita o idêntico, não segrega, não homogeniza, não separa, compreende que o que é comum a todos é o direito de ser diferente.
Pensando assim a escola se torna um ambiente educacional inclusivo.







A Escola Comum Inclusiva

Ressalto como muito importante, o documento colocar que uma escola inclusiva é aquela onde cada aluno tem a possibilidade de aprender, a partir de suas aptidões e capacidades, e em que o conhecimento se constrói sem resistência ou submissão. A compreensão da educação especial nesta perspectiva está relacionada a uma concepção e a práticas da escola comum que mudam a lógica do processo de escolarização. Essa educação supõe uma escola que não exclui alunos que não atendam ao perfil idealizado.

A leitura do fascículo foi muito rica pois possibilita mostrar que a sala de aula comum é um espaço de todos os alunos, sem exceções. Trata do direito de todos à diferença e o direitos de todos à educação, ou seja, da linha tênue traçada entre ambos e de como esse direito vai perpassando todas as transformações que a escola precisa fazer para se tornar um ambiente educacional inclusivo. É preciso superar as barreiras criadas pela dicotomia entre as escolas voltada aos “normais” e os “especiais” para que seja uma escola da multiplicidade.

O que mais me chamou a atenção no fascículo foi a descrição dos ambientes inclusivos: “A inclusão questiona a fixação de modelos ideais, a normalização de perfis específicos de alunos, produzindo com isso identidade e diferenças, podendo inserir ou excluir” (p. 7). Ambientes escolares inclusivos são fundamentados em uma concepção de identidade e diferenças, em que as relações entre ambas não se ordenam em torno de oposições binárias (normal/especial, branco/negro, masculino/feminino, pobre/rico). Neles não se elege uma identidade como norma privilegiada em relação às demais.

Na perspectiva da inclusão escolar, as identidades são transitórias, instáveis, inacabadas e, portanto, os alunos não são categorizáveis, não podem ser reunidos e fixados em categorias e , grupos. A educação inclusiva concebe a escola como um espaço de todos, no qual os alunos constroem o conhecimento segundo suas capacidades, expressam suas idéias livremente, participam ativamente das tarefas. Nas escolas inclusivas, ninguém se conforma a padrões que identificam os alunos como especiais e normais, comuns. Todos se igualam pelas suas diferenças!

Comentário sobre fascículo 1 – A Escola Comum Inclusiva

A leitura do documento foi interessante, pois além de esclarecer alguns aspectos, deu várias dicas sobre como atuar de forma alternativa para atender as necessidades de todos os alunos.

Para a Escola Comum tornar-se Inclusiva, é necessário que ocorra uma mudança em toda sua organização. Tal mudança é estritamente necessária e depende do empenho de todos os envolvidos com a educação, pois deve ser uma atitude coletiva.

Segundo o documento: “A educação inclusiva concebe a escola como um espaço de todos, no qual os alunos constroem o conhecimento segundo suas capacidades, expressam suas ideias livremente, participam ativamente das tarefas de ensino e se desenvolvem como cidadãos, nas suas diferenças.” (p.8)

Para que de fato isso ocorra, toda sua estrutura (física, material e de recursos humanos) deve ser reformulada. Indico, portanto, um link que nos mostra como organizar uma escola, em seu aspecto físico, que de fato elimine as barreiras e com isso, promova a inclusão.

http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/escola-inclusiva.html

Documento: MEC Fascículo I - A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - A Escola Comum Inclusiva, 2010.