o desafio das nossas escolas

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Livros acessíveis

Olá pessoal!
Estava procurando mais informações sobre os livros acessíveis para a nossa apresentação do terceiro fascículo e encontrei essa página que traz o relatório do I SEMINÁRIO BRASILEIRO SOBRE O LIVRO ACESSÍVEL de 2004. Achei interessante compartilhar com vocês:
http://www.bancodeescola.com/livro-acessivel.htm

Abraços,

Fabíola

terça-feira, 22 de maio de 2012

Comentário sobre fascículo I

Comentário sobre fascículo I.

            De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva os alunos com deficiência, devem frequentar a escola comum, a escola deve ser uma unidade integradora e não segregadora.
A escola comum deve ser equipada adequadamente e seus profissionais devem ser bem formados para que seja garantida uma educação de qualidade a todos, atualmente esses quesitos não estão sendo cumpridos.
Acredito que a escola especial deve atuar como coadjuvante, mas jamais a mesma deve se constituir como a única escola da criança, pois nela o ambiente não é natural, penso que a criança deve ter o direito de se relacionar com os mais variados tipos de pessoas, algumas delas respeitarão sua limitações e outras não, da mesma forma que todos os seres humanos são tratados em sociedade, independentemente de possuírem algum tipo de deficiência ou não.


MARIA VANIA MESSIAS

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Comunicação estabelecida | UNICAMP

Dados do Censo Demográfico de 2000 indicam que o Brasil possui 5,7 milhões de habitantes com algum grau de deficiência auditiva, contingente que equivale à população do Estado de Goiás. Parcela significativa desse segmento enfrenta muitos obstáculos para ter acesso a recursos computacionais, notadamente os que adquiriram surdez antes de serem alfabetizados. Estes, com frequência, encontram sérias dificuldades para compreender materiais escritos em português. Pesquisa conduzida na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp desenvolveu uma tecnologia que pode contribuir para superar esse tipo de barreira. Orientada pelo professor José Mario De Martino, a doutoranda Wanessa Machado do Amaral concebeu um sistema de transcrição capaz de reproduzir, por meio dos gestos de um avatar, os símbolos utilizados pela Língua Brasileira de Sinais (Libras).
De acordo com Wanessa Amaral, existem diversos trabalhos na área da computação voltados à acessibilidade. Ocorre, porém, que a maioria é dirigida aos cegos. Assim, já foram desenvolvidos aplicativos como leitores de tela e até calculadora programável. “Entretanto, há pouco estudo relacionado aos deficientes auditivos. Isso possivelmente está associado à impressão de que eles não enfrentam problemas nesse campo, uma vez que as informações disponíveis no computador são basicamente visuais. Mas não é bem assim. Pessoas que adquiriram surdez antes de terem sido alfabetizadas têm muita dificuldade em compreender material escrito em português. De certa forma, elas ficam excluídas do meio digital”, explica.
Pensando nas dificuldades enfrentadas por esse grupo, a pesquisadora resolveu utilizar os recursos proporcionados pela computação gráfica para transportar a Libras para dentro do ambiente digital. Para isso, Wanessa Amaral concebeu um sistema de transcrição que utiliza o que os especialistas denominam de agente virtual, popularmente conhecido por avatar. A figura, que pode ser alterada de acordo com a necessidade ou conveniência do usuário, reproduz os sinais utilizados pela Libras. Para isso, basta digitar numa caixa de diálogo a palavra desejada. “Como a figura humana é apresentada em 3D, o usuário pode aproximar ou mudar o ângulo do avatar, caso queira compreender melhor a mensagem”, detalha.
Embora possa parecer, num primeiro momento, uma solução simples, tanto Wanessa Amaral quanto o professor De Martino tiveram muito trabalho até chegar ao modelo atual, que o docente prefere classificar de “prova de conceito”. De acordo com o ele, não foi uma tarefa trivial definir o que o avatar precisaria fazer para interpretar uma palavra grafada em português. “Foi preciso descrever com o máximo de minúcias o movimento e a posição das mãos, uma vez que uma pequena variação pode alterar o significado da mensagem. Além disso, no Brasil, o conhecimento sobre aspectos ligados à Libras, como questões linguísticas, ainda é pequeno. É diferente do que ocorre com a língua portuguesa, que vem sendo estudada há séculos. Felizmente, contamos com a colaboração de professores da USP que trabalham com a Libras, que nos ajudaram em muitos pontos”, relata o docente da FEEC.
Na opinião de De Martino, o sistema desenvolvido pela sua orientanda representa um grande passo no que toca à geração e manipulação de dados voltados à acessibilidade. Ele observa, no entanto, que a tecnologia pode e deve ser aperfeiçoada. “É bom deixar claro que estamos apenas no começo. Por analogia, é o mesmo que aconteceu com a conversão texto-fala. Quando ela teve início, a voz empregada tinha aquele tom robótico. Hoje, está muito diferente. Nós já percebemos que precisamos aprimorar algumas coisas. O mais importante, porém, é que os testes feitos com a colaboração de deficientes auditivos comprovaram que estamos conseguindo nos comunicar via sistema. Ou seja, estamos passando a informação”, diz. Conforme Wanessa Amaral, a ferramenta pode vir a ser importante não somente para facilitar o acesso dos surdos ao ambiente virtual, mas também para os ouvintes que desejam aprender Libras. O professor De Martino vai ainda mais longe e entende que o sistema pode contribuir até mesmo para consolidar a língua de sinais no país. “Em algum momento, será necessário definir um padrão e sistematizar a língua. Se a evolução for nesse sentido, espero que o sistema ajude”.
Wanessa Amaral destaca que uma das alternativas utilizadas para levar conteúdos em Libras para o ambiente digital é a produção de vídeos. Esse tipo de solução, porém, apresenta algumas desvantagens. Ela exige condições especiais de gravação, como luz e cenário adequados. Além disso, é preciso garantir a continuidade, ou seja, há que se usar o mesmo intérprete, que obviamente precisa estar usando as mesmas roupas. Ademais, se houver a necessidade de corrigir um erro ou fazer uma atualização no conteúdo, não há outra saída a não ser gravar novamente e submeter o material a nova edição. “No caso do nosso sistema, não há esse tipo de exigência. Como o processo ocorre praticamente em tempo real, basta digitar a palavra e apertar o botão de comando, para que o avatar converta imediatamente o texto em sinais de Libras. Nada é pré-gravado”, detalha.
O professor De Martino informa que o sistema já foi objeto de um pedido de depósito de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), procedimento que teve a assessoria da Agência de Inovação Inova Unicamp. “Nossa expectativa, agora, é que alguma empresa se interesse pelo licenciamento da tecnologia. Penso que a ferramenta pode ser uma forte aliada em ações que tenham como objetivo garantir maior acessibilidade aos portadores de deficiência auditiva aos recursos computacionais”, considera. Na visão do especialista, o sistema pode ser adaptado a quaisquer equipamentos computadorizados, tais como tablets e celulares.
Animação facial
Outra linha de pesquisa coordenada pelo professor De Martino, relacionada à animação facial, também pode vir a ser utilizada para estabelecer um link com o sistema desenvolvido por Wanessa Amaral. De acordo com o docente da FEEC, os estudos atuais buscam cada vez mais conferir sincronia e realismo à movimentação articulatória dos avatares. Desse modo, acredita o especialista, é possível que esse recurso possa contribuir igualmente para facilitar o acesso dos surdos aos conteúdos digitais. “Se conseguirmos transmitir ao deficiente auditivo informações visuais associadas à movimentação articulatória da fala, é provável que facilitemos a compreensão, por parte desse público, do que está registrado em áudio. Uma vantagem adicional dessa solução é que estabeleceríamos uma ponte interessante entre surdos e ouvintes”, avalia.
Outra ideia que o professor De Martino considera exequível em curto prazo é a utilização do sistema de conversão para o registro de conteúdos específicos. Esse tipo de recurso poderia ser utilizado, por exemplo, em repartições partições públicas como postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou em agências bancárias. “Nesse caso, nós produziríamos mensagens para esclarecer as principais dúvidas dos usuários e clientes surdos. Por analogia, funcionaria da mesma forma como as secretárias eletrônicas utilizadas por algumas empresas, que fazem o encaminhamento do pedido ou reclamação do cliente à medida que ele vai informando, de forma oral, a sua necessidade. No caso em questão, a fala seria substituída por um toque num botão”, antevê.

Comunicação estabelecida | UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Comissão debate hoje direitos das pessoas com deficiência


(Fonte: Jornal do Senado)
Comissão de Direitos Humanos faz audiência hoje para discutir com convidados o Plano Viver sem Limites, do governo federal, e o Estatuto da Pessoa com Deficiência
Para debater o Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência — o Viver sem Limite — e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) fará audiência pública hoje. O requerimento para a realização do debate foi de Paulo Paim (PT-RS), presidente da comissão.
O Plano Viver sem Limite, do governo federal, tem como maior objetivo favorecer a inclusão social e produtiva das pessoas com deficiência. Até 2014, o investimento será de R$ 7,6 bilhões em educação, saúde e acessibilidade, com ações como o aumento do número de testes do pezinho, que identificam a existência de anomalias, e obras de adaptação nos locais públicos para facilitar a acessibilidade.
Foram convidados a presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL); o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, Moisés Bauer; o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira; o coordenador do Movimento Gaúcho das Pessoas com Deficiência, Santos Fagundes; o juiz federal de Pernambuco Roberto Wanderley; e o servidor do Ministério das Relações Exteriores Maximiliano Barbosa Fraga.

domingo, 6 de maio de 2012

comentário

Só quero comentar que li o CASO ROBERTO no fascículo 2 e gostei muito. Muito importante termos um documento como esse para quando houver dúvidas, inseguranças e principalmente "falta de conhecimento"!!!
Vai uma parte do texto pra reflexão. Té mais galera.


"Algumas escolas ainda não se atentaram para o fato de que o tipo de pedagogia praticada
é um fator determinante na evolução dos alunos, especialmente quando se trata de alunos
com deficiência intelectual. Apedagogia que não leva em consideração as diferenças dos
alunos, que não está atenta para as diferenças de ritmos, de interesses, de estilos de aprendizagem,
ao invés de promover, nega o desenvolvimento e a aprendizagem desses alunos.
Nega o que está garantido constitucionalmente a eles que é o direito à educação e à apropriação
dos bens culturais construídos ao longo dos anos pela humanidade e transcritos em
forma de conteúdos escolares".